“Camaçari será afetada pelos efeitos da crise mundial da economia”. A afirmação foi feita ontem (05/11) à noite, no debate promovido pela Câmara Municipal sobre o tema, pelo economista Oswaldo Guerra, um dos maiores especialistas em petroquímica da Bahia.
A solução para o problema foi apontada pelo próprio Guerra, que vê no ramo de serviços uma importante alternativa a médio prazo. “Camaçari tem uma orla linda, é preciso explorar melhor isso, investir na diversificação”, argumentou.
Os outros dois palestrantes, Luiz Filgueiras e Hamilton Ferreira, trataram dos aspectos mais gerais da crise, explicando a sua origem e o histórico de depressões do regime Capitalista, a exemplo da quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929.
Segundo Filgueiras, ainda não é possível dizer qual o tamanho dos estragos que serão provocados pelo colapso atual. Sabe-se, no entanto, que a origem dele foi no setor imobiliário americano. A partir disso, o mercado financeiro foi contaminado, passando para os Estados Unidos e, por fim, se alastrando, em cadeia, pelo mundo.
Polêmico, Hamilton Ferreira fez dois alertas à platéia, que compareceu em bom número e lotou o plenário da Câmara. “O mundo tem dono. E os donos não somos nós”, disse o professor, arrancando gargalhadas e olhares inquietos do público.
Vereadores eleitos – Preocupados com as questões do município, o debate sobre a crise econômica mundial contou com as presenças dos vereadores eleitos Dílson Magalhães (PSC), Marcelino (PT), Alfredo (PSB) e Oto Maia (PSDB). Dos atuais parlamentares, apenas a presidente da Casa, Luiza Maia (PT), participou.
Geraldo Honorato - Ascom
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